quarta-feira, 16 de abril de 2008

Organização do espaço geográfico da Guerra Fria

Mundo Bipolar e Globalização




Depois da 2ª.Guerra Mundial, o mundo ficou praticamente dividido entre as "potências ganhadoras" da guerra: os Estados Unidos e a União Soviética. As atividades sócio-econômicas,políticas e militares estavam praticamente concentradas em torno desses dois países, que tinham regimes político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos, capitalista e a União Soviética, socialista. Ambos passaram a disputar áreas de influência geopolítica internacional. Apesar de acordos, ficou impossível não haver confronto entre eles. Foi a luta do capitalismo norte-americano contra o socialismo soviético. Isso provocou uma divisão política no mundo que se configurou BIPOLAR, outro fato importante decorrente dessa divisão, foi a chamada "Guerra Fria”.





X


Capitalismo x Comunismo. O Muro de Berlin, a Guerra do Vietnã,A Revolução Cubana e a Crise dos Mísseis. A corrida armamentista.O fim do comunismo na URSS e a perestroika de Gorbatchov.



Fases da Guerra Fria



Paz Armada



Corrida Espacial



"Cortina de Ferro"



Plano Marshall e COMECONAS



Envolvimentos Indiretos




http://fasesdaguerrafria.blogspot.com/



Queda do Muro de Berlim


Com a queda do muro de Berlim ruiu o comunismo enquanto sistema. Mas os comunistas e socialistas não acabaram. Como se tem verificado.

De fato, continuam no poder, agora pela via eleitora lista, em importantes países do ex-bloco soviético, tais como a Polônia e a própria Rússia. Há quem diga que quando o sistema caiu não havia outras forças políticas preparadas para assumir os novos destinos. Assim, provavelmente, nunca irá haver.





Aqui há algo de curioso. Quando os sistemas socialistas caem, não há forças políticas alternativas para os substituir. Quando são outros os regimes que caem, os socialistas estão sempre prontos para governar. Fantástico, não é?


Serão eles os homens “fortes e independentes, preparados e predestinados para o comando” em que “encarna a razão e a arte de uma raça dominante”, que Nietzsche proclama em “Para Além do Bem e do Mal”, portadores de uma alma aristocrática relativamente à qual “outros seres têm por natureza de sujeitar-se e sacrificar-se-lhe”? Talvez.


Sucedeu, porém, que, caído o muro em 1989, a globalização econômica e empresarial era uma tendência muito difícil, ou mesmo impossível, de conter entre dois blocos que já não existiam. Era só uma questão de tempo.


E os socialistas perceberam isso. Perceberam que já não fazia sentido falar de luta de classes, nem de confronto entre o proletariado e o capitalismo, nem fazer guerra aberta à iniciativa privada e muito menos a um sistema capitalista, que poderiam tentar moldar à sua maneira.


No início dos anos 90 a esquerda percebeu que devia enfrentar a nível global a globalização econômica em curso, tida como imoral ou, pelo menos, amoral. Por isso, a fim de corrigir os males atribuídos à globalização econômica – pobreza, violação dos direitos do homem, fragmentação social, desigualdade, injustiça, degradação do ambiente – a ONU entende ser sua responsabilidade dar-lhes uma resposta social e ética, reforçando a sua imagem de autoridade moral mundial, revelando ao mundo aquilo que designaram como uma ética planetária.


Foi este novo paradigma que a esquerda mundial criou nos anos 90: desenvolvimento sustentado, governação mundial, abordagem integrada (holismo), saúde e direitos reprodutivos, direito de escolha, estado de direito, diálogo, consenso, qualidade de vida, igualdade de todas as formas de vida e a consagração de múltiplas formas de família. Esse “novo paradigma” assumido pela ONU – e que esta tenta que o mundo aceite – teve como visionários vários especialistas e líderes mundiais, tais como Gro Harlem Bruntland, Bella Abzug, Nafis Sadik, Maurice Strong, Bill Clinton e Al Gore.


De início as empresas foram afastadas do consenso. Porém, após a criação de normas sociais, culturais, ambientais e éticas e a convocação crescente de ONG´s, consideradas como representativas da sociedade civil, com a missão de vigiar e corrigir as empresas e a iniciativa privada, servindo-lhes de contrapeso, as empresas foram integradas no novo sistema pela esquerda mundial. O crescente número de ONG’s que participaram nas Cimeiras da ONU ao longo dos anos 90 é bem elucidativo do que acaba de ser dito: 45 na Cimeira da Criança em Nova Iorque (1990) e 2400 na Habitat II em Istambul (1996), enquanto na de Pequim (1995), 30.000 pessoas representaram 2100 ONG’s.


É como se agora a luta de classes se colocasse entre ONG’s e empresas, mas com uma diferença significativa: sem confronto, – conceito proscrito pelo novo paradigma – pelo consenso.


Nos anos 90 a esquerda tomou a dianteira, desenhou o novo paradigma sem ondas nem discussão – evitando ao máximo o confronto de idéias, – apelou ao consenso sobre o seu próprio diktat no seio da ONU, sem que alguém fizesse resistência ao empowerment das ONG’s radicais. Enquanto isso, a direita, mais uma vez, geria muito mal – não geria, nem digeria – todas as aspirações e tendências culturais e espontâneas que se insinuaram nos anos 90.

http://moritzordem.blogspot.com/






Nova Ordem Mundial



A Nova Ordem Mundial

"A ordem internacional da Guerra Fria refletiu-se em um modelo teórico e didático de apreensão do espaço mundial. Esse modelo fundado na subdivisão do globo nos "três mundos" dos livros de geografia apoiava-se em realidades que entraram em colapso.

A nova ordem mundial implica a revisão dos conceitos tradicionais que, por décadas, serviram para explicar a organização geopolítica e geoeconômica do espaço mundial.

O deslocamento da natureza do poder dos arsenais nucleares e convencionais para a eficácia, produtividade e influência das economias constituiu um dos mais notáveis fenômenos que acompanharam a dissolução da ordem da Guerra Fria.

A multipolaridade do poder global substituiu a rígida geometria bipolar do mundo do pós-guerra. A internacionalização dos fluxos de capitais e a integração dos fluxos de capitais e a integração das economias nacionais atingiram um patamar inédito. Como conseqüência, os pólos de poder da nova ordem mundial apresentam contornos supranacionais. Delineiam-se megablocos econômicos organizados em torno das grandes potências do fim do século.

  • Na América do Norte, constitui-se a Nafta, polarizada pelos Estados Unidos.
  • Na Europa, a Alemanha unificada funciona com eixo de ligação entre o leste e o oeste do continente.
  • No Pacífico, o Japão centraliza uma vasta área de influência.

A dissolução do Segundo Mundo expressa na transição para a economia de mercado na antiga União Soviética e Europa oriental suscita questões cujas respostas somente aparecerão nos próximos anos. A geometria do poder europeu depende ainda do desenvolvimento das relações econômicas e políticas entre a Alemanha unificada e a Rússia pós-comunista. Essas relações podem conduzir ao deslocamento do eixo de poder europeu para o segmento da reta Berlim-Moscou, que se tornaria o sucessor do velho triângulo Londres-Paris-Bonn. As reformas econômicas chinesas apoiadas sobre o alicerce do poder monolítico comunista - representam uma reorganização radical do espaço do leste asiático. Os crescentes investimentos dos chineses de Formosa, dos coreanos do sul e dos japoneses no território continental da China assinalam a integração de Pequim à esfera econômica polarizada por Tóquio. Os indícios de retomada das relações políticas e diplomáticas entre Japão e China abrem a possibilidade da emergência de um poderoso bloco supranacional asiático.

O Terceiro Mundo funcionou, por muito tempo, como um conceito crucial na reflexão e na prática didática da geografia. Ele representou uma tentativa de cartografar a pobreza, definindo seus contornos em escala global. A nova ordem mundial assinala a fragmentação do Terceiro Mundo em espaços periféricos, que tendem a se integrar marginalmente aos megablocos econômicos.



  • Os "Dragões Asiáticos" e os países pobres da Ásia meridional funcionam como áreas de transbordamento dos capitais japoneses.
  • A Europa do leste e do sul, bem como a África do norte, associa-se ao núcleo próspero da Europa centro-ocidental.
  • A América Latina entrelaça seu destino ao da América do Norte.

A nova ordem mundial ergueu-se sobre uma revolução tecnocientífica que reorganiza o alocamento dos capitais no espaço geográfico. A crise das velhas regiões urbanas e industriais desenvolve-se paralelamente à emergência de eixos de crescimento econômico apoiado em novas tecnologias industriais, nas finanças e nos serviços. Nesse movimento, a pobreza dissemina-se por toda a superfície do globo, avançando sobre as fronteiras do Primeiro Mundo e instalando-se no coração dos Estados Unidos e da Europa ocidental. No mundo todo, microespaços de prosperidade convivem com cinturões envolventes de pobreza e desemprego.

Vastas regiões da África Subsaariana, América Latina e Ásia meridional conhecem as tragédias associadas à miséria absoluta. A nova ordem mundial não é mais estável ou segura que a ordem da Guerra Fria. Se o espectro da catástrofe nuclear parece ter sido afastado, novos demônios tomaram-lhe o lugar. A emergência dos nacionalismos e da hostilidade étnica, o ressurgimento do racismo e da xenofobia e a multiplicação dos conflitos localizados evidenciam a componente de instabilidade introduzida pela decadência das velhas super-potências. O século vindouro não promete um mundo melhor para se viver que o século que se encerra".

Mundo Após Guerra Fria




O fim da Guerra Fria embaralhou as cartas do jogo planetário. A dissolução do bloco soviético, uma aparente vitória da superpotência da América do Norte, descortinou realidades novas, que prefiguram o próximo século. O poder mundial tende a se concentrar em macroáreas do hemisfério norte que aglutinam a riqueza e a capacidade de inovação tecnológica. A economia mundial globalizava-se e, simultaneamente, fragmentava-se em blocos regionais. A partilha do mercado mundial envolve as estratégias das grandes corporações econômicas e as políticas externas dos Estados.



A geometria de poder mundial em rearranjo faz emergirem megablocos econômicos regionais, como a União Européia, o Nafta e a Bacia do Pacífico. Esse movimento de integração e abertura de mercados repercute sobre áreas do mundo subdesenvolvido, assumindo formas e expressões variadas. O México integra-se ao bloco comercial liderado pelos EUA; os novos países industrializados do leste asiático estreitam seus laços com o Japão; os antigos satélites da ex- União Soviética no leste europeu reestruturam as suas economias à sombra da Alemanha unificada.


Fragmentação da Iugoslávia



http://fragmentacaodaiugoslvia.blogspot.com/






Sérvia Montenegro






http://recantodasletras.uol.com.br/ensaios/717198

Croácia e Kosovo






http://resistir.info/europa/kosovo_18fev08_p.html



Mapa Mercosul













































































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